Irreplaceable You (Perfeita Pra Você)

abril 05, 2018



Como vocês podem ver mais um investimento e lançamento da Netflix está presente nos catálogos do site – e com uma grande porcentagem de aprovação. O filme “Perfeita Pra Você” (ou “Irreplaceable You”, no título original) conta a história de um casal de amigos, Abbie (Gugu Mbatha-Raw) e Sam (Michiel Huisman), que se conhecem desde os oito anos de idade e acreditam ser almas gêmeas, destinadas a ficarem juntos eternamente. Mas, o rumo da história dos dois muda totalmente quando um deles recebe uma triste notícia. 

Sam (à esquerda) e Abbie quando crianças.

Sam e Abbie cresceram juntos, não se desgrudavam, bem coisa de alma gêmea, sabe? E obviamente começaram a se relacionar. Após alguns anos, o casal fica com suspeita de estarem “grávidos”, e Abbie vai ao médico para verificar. Só que, infelizmente, eles recebem uma notícia triste sobre a jovem ter um câncer terminal. O filme desde então acompanha essa jornada do casal, tentando lidar com os efeitos da doença, que também tentam aproveitar o pouco tempo que lhe restam juntos. 
Sam tem um jeito nerd, adora prótons e elétrons, é professor e nunca teve outra namorada a não ser Abbie. Por isso, ela sente que ele não estaria preparado para recomeçar sua vida quando ela se for.
Vocês podem estar se perguntando: “Ah, então é quase um ‘Culpa das Estrelas’.” Apesar de ambos os filmes utilizarem o câncer como um impeditivo para o relacionamento, e também o amor fatalista como tema principal, “Perfeita Pra Você” foi feito para derramar litros e litros de lágrimas, mas ao mesmo tempo é eficiente e uma história verdadeira. Quantos casais já não passaram por isso? Pois então. 

(Abbie durante uma das suas quimio.)

Após ir a algumas sessões de terapia em grupo, ela conhece Myron (Christopher Walken, a morte no filme “Click”). Myron também possui uma doença grave e pouco tempo de vida. Logo eles começam a conversar e se transformam em grandes amigos. Na primeira vez que se falaram, ele diz que, quando ela morresse, seu namorado começaria uma longa fase de “galinhagem”. Isso a preocupou, já que Abbie não teria certeza se ele conseguiria seguir em frente e arrumar um novo amor. Alguém que seja realmente fosse bom para ele. Com uma variante esperta na narrativa, ela então resolve ser o cupido do namorado e sai à procura de um novo amor para Sam antes que ela parta. Então você já pode imaginar que também irá rolar algumas risadas durante o filme, nas cenas entre ela e o Myron.
Myron (à esquerda) e Abbie durante as sessões de terapia.

Abbie começa a procurar por um novo amor para o seu noivo. Cria um perfil em um aplicativo, tipo Tinder, e começa a marcar reuniões com as mulheres que dão match para conhecê-las melhor. E aí, você conseguiria fazer isso para a pessoa que você ama? Eu não consigo me imaginar nessa situação. Algumas pessoas podem até achar que ela não o ama para estar fazendo isso, mas tenho certeza que o objetivo dela foi outro, em ajudar o noivo a superar a perda dela.

“Eu pensei que se eu planejasse todo o seu futuro, não iria doer tanto que eu não fizesse parte dele.” 

Só que, ela focou tanto em encontrar essa tal pessoa que acabou se esquecendo de algo importante: viver o tempo que ainda lhe restava de vida.


“Você quer que eu fique bem depois que você for embora? Bom, novidades para você. Eu não ficarei bem, não importa o quanto você tente mudar isso. Você não pode me fazer ficar bem sem você.
(...)
Desde que eu saiba, eu quero estar com você para sempre. E eu sei que não temos isso, mas a verdade é que ninguém tem. Eu te amo agora.”


CRÍTICAS:
 Acho que está mais do que óbvio o final dessa história, afinal, é algo totalmente esperado na vida. Essa fala acima só nos faz reafirmar que o para sempre dura o tempo necessário para ser eterno em nossas vidas, e com certeza o amor deles foi eterno.
Existem duas questões em relação ao filme. Uma delas é a visão totalmente errada da Abbie em forçar o Sam seguir em frente acreditando que era o melhor para ele. Independente de estar doente, ou das complicações em um relacionamento, ele a amava e dificilmente conseguiria esquecer todos os momentos juntos que passaram. Com isso, a segunda questão, é aproveitar cada segundo que a vida nos proporciona, cada momento, cada memória. Não adianta querer empurrar ou sair da vida da pessoa amada por essas determinadas questões. Assim como uma doença terminal não é controlada, o amor também não. Simplesmente acontece.
Enfim. Como vocês já devem saber, Irreplaceable You é aquele drama de fazer chorar horrores. Eu mesma chorei até perder as contas. Mas também me fez rir em determinados momentos, assim quebra um pouco disso de filme dramático e meloso. É um filme com uma p*** lição de vida, que definitivamente vai tocar o seu coração e a sua mente.
Então façam aquele brigadeiro de panela ou separem o sorvete, uns lencinhos, e assistam esse lindo filme. Espero que gostem!

 Com amor, Thalis.

A Escolha

abril 03, 2018

                             
(Foto: Coração Jovem)

Já ouvimos diversas e diversas histórias de amor e superação. Já ouvimos casos de pessoas que se separaram e reacenderam a chama do amor alguns anos depois, mas no caso desse casal, a questão sempre foi manter a chama acesa, mesmo durante as turbulências impostas pelo humor irônico da vida. Travis precisou ir contra todos os conselhos de pessoas que diziam estar fazendo o melhor pra ele, ter fé no momento mais difícil e tudo isso em nome do amor. Sendo assim, eu me pergunto, até onde devemos ir em nome do amor?

Ele sempre foi contra criar laços, firmar um relacionamento e ela estava pronta pra isso, talvez até para o próximo passo. Essa certeza invadiu o coração dele quando a enfermeira Gabby passou a morar na casa ao lado e em sua mente e consequentemente em seu coração, fazendo com que no caos dessa relação confusa nascesse um amor improvável e com certeza inesperado.


A vida tem um senso de humor sarcástico e Travis descobriu isso da pior maneira, quando é preciso 
buscar em si uma fé que ele nem sequer sabia que tinha, tendo em mente que algumas escolhas podem mudar tudo. Nicholas realmente se superou nessa história, mexendo no fundo da nossa alma, reavivando uma fagulha de esperança no quesito amor verdadeiro.



Opinião/Crítica:

 Nicholas tocou minha alma com suas palavras doces e a força desse amor. Ele intensificou a certeza de que o amor verdadeiro existe e pode sim ultrapassar as barreiras que a vida coloca em nosso caminho. Essa é uma história de alma pra alma, de coração pra coração, porque cada palavra é sentida com uma intensidade desmedida. O amor, a dor, a esperança, o medo, a agonia, a dúvida e todos os sentimentos narrados são sentidos e tomados como nossos. Cada instante é sentido com intensidade e essa é a beleza dessa história. Eu costumo ser contra filmes inspirados/baseados em livros, mas esse é um dos poucos que eu assisti, re-assisti e assisti mais uma vez, só pra me debulhar em lágrimas e lembrar que o amor sempre vence no final. Em alguns casos, pelo menos. O sentimento que ficou após essa história, que sem dúvidas roubou meu coração, é de esperança e gratidão. A vida não é nenhum parque de diversões, ela não foi feita pra brincadeiras, mas tendo as pessoas certas ao lado, ela fica melhor de levar. Eu só preciso dizer: Obrigada!

Sintam o amor, sempre.

Até a próxima.
Com muito amor, Camilla.

series ativas

Lucifer

março 22, 2018



Até o Diabo cansou da rotina e decidiu abandonar o trono da escuridão, junto de sua demônio guardiã, Mazikeen, para tirar férias na ensolarada Los Angeles. O excêntrico anjo caído decide trazer para a cidade dos anjos um pouco de sua excentricidade, abrindo um clube que tem de tudo, menos milagre. Na série de Tom Kapinos, temos uma visão íntima e nada comum do tinhoso. E uma coisa que ouvimos por aí é que se o Diabo aparecesse pra nós, seria em uma forma de algo lindo, sendo assim, Tom ouviu o povo e escolheu muito bem ao dar o papel ao ator britânico, Tom Paul Ellis. 


A série conta a história de Lúcifer, o rei do inferno, que se cansa da tarefa árdua de punir os pecadores e decide tirar folga. Dono da Lux, uma boate onde todos os pecados são aceitos. Após um acontecimento que nos permite enxergar um lado mais humano do senhor da maldade, vemos o Diabo sendo forçado a emprestar sua inteligência e seu humor negro, que vem no pacote, para a inteligente e especial, detetive da homicídios, Chloe Decker. 


Quando ouvimos o nome Lúcifer, nossa mente o assemelha diretamente a algo ruim, algo nocivo. Em Supernatural, Lúcifer é tudo aquilo que a Bíblia prega, ele é mesmo um ser invejoso, soberbo e sempre buscando fazer o mal. Já na série de Kapinos, Lúcifer é um ser injustiçado, castigado pelo pai a ser um devorador de pecados e eternizado como o gatilho da maldade. Contrariando todos os ensinamentos religiosos sobre o anjo caído, a série levanta ao longo de seus 31 episódios (na Netflix) muitos questionamentos sobre o que ouvimos a vida toda pela chamada crença. 



Opinião/Crítica

A série tem um humor forte, a ironia é tremenda, assim como os questionamentos que são levantados durante a história de Lúcifer. Fui criada no catolicismo e desde sempre aprendi que o Diabo é um ser ruim, que impõe tentações às pessoas, levando-as a cometer atos pecaminosos de todos os tipos, mas a série me fez questionar isso ao poder ouvir um pouco a versão "dele." O Lúcifer fictício diz abertamente que o pecado parte de nós, ele não fica o tempo todo sussurrando de ouvido em ouvido para que alguém faça isso e aquilo, foi então que me questionei: Será que culpar o Diabo não é o caminho mais rápido para não assumir a culpa por nossas próprias falhas?
Essas e outras perguntas surgiram em minha cabeça e pra ser sincera, elas não parecem assim tão absurdas. Anos de ensinamentos religiosos foram colocados à prova e eu não estou nem perto de ter uma resposta correta. 
Espero que vocês se saiam melhor que eu nessa.

Até a próxima.
Com muito amor, Camilla.

livros

O Lar/Orfanato da srta Peregrine para Crianças Peculiares

março 20, 2018


Get Out: Corra

março 15, 2018



Vivemos na era do debate, da desconstrução, do empoderamento, de uma grande quebra de silêncio e tabus, mas alguns permanecem enraizados em nossa cultura, tornando o trabalho ainda mais difícil. Um grande exemplo disso, é o racismo. Hoje em dia ele é velado, mascarado por um sorriso amarelado ou um olhar atravessado, ou como tornou-se comum, na frase "não sou racista, eu tenho até amigos que são negros", que serve de desculpa pra propagar o ódio de forma condescendente. E isso levou Jordan Peele a fazer uma adaptação cinematográfica dessa frase.


A trama é focada no relacionamento interracial entre Chris (Daniel Kaluuya) um jovem fotógrafo negro e Rose (Allison Williams), uma menina branca de família tradicional. Eles saem em uma viagem até a casa dos pais dela e apesar de estar acostumado com os olhares atravessados e comentários hostis, ele se preocupa com a possibilidade de sofrer exatamente isso durante o fim de semana fora e ela, em uma tentativa de  levar conforto ao namorado, ela afirma: "Se meu pai pudesse, ele teria votado no Obama pela terceira vez." 


O filme é um relato nítido do que a sociedade mantém presa em seu íntimo. Essa violência ora quieta, ora tão alta que ensurdece e até mesmo tira vidas. Get Out mostra a hipocrisia de uma sociedade que se intitula júri e juiz, tendo como evidência apenas a cor da pele. É possível ver de forma dolorosamente cristalina a opressão e as vozes sendo silenciadas. Rod, o melhor amigo de Chris, um agente da TSA é forçado a desvendar os mistérios por trás das poucas informações fornecidas pelo amigo, já que a própria polícia tira sarro de suas teorias sobre o desaparecimento do amigo. 

 (Rob e Sid, melhores amigos de Chris.)

Até hoje, o filme mais aterrorizante que já vi, foi Corra! Não por seus efeitos especiais ou pessoas se contorcendo no chão, mas pelo preconceito palpável que todos fazem questão de negar ou tentar justificar. Pela forma que seres humanos tratam outros seres humanos, usando a cor da pele como justificativa para seus atos e palavras. Ao assistir esse filme, a sensação é de ter um punho atingindo o estômago, porque ele é um filme contando a história de muitos e isso é assustador. Principalmente por ouvir o mesmo relato de pessoas próximas a mim. 


Opinião/Crítica

Após terminar esse filme, conversei com uma amiga que passa por isso diariamente e tivemos a mesma impressão do filme. Ele é uma forma de mostrar que o negro ainda é visto como sempre, como escravo, como se não tivesse valor. É gritante a forma que o negro é desacreditado, diminuído, tratado com desdém e desrespeito por pessoas que acreditam estar acima do bem e do mal. Não tenho o que dizer, apenas sentir: E o sentimento que fica é de vergonha e revolta. 

Tirem suas conclusões e estejam prontos para a bofetada, porque ela vai doer. 

Até a próxima.
Com amor, Camilla.

Popular Posts

Like us on Facebook